O Diário de Notícias vai ter um novo director. Mas nem a Lusomundo devia ter convidado nem Fernando Lima devia ter aceite. Porque não se convida para dirigir um jornal que se diz de referência (o DN ainda o é?) alguém que vem directamente do Governo. E porque não se aceita tal cargo quando se tem um carimbo partidário na testa há quase duas décadas.
Adivinham-se as críticas fáceis, as insinuações irónicas, a confirmação de um alinhamento editorial pró-governo.
Depois da deriva popular e tablóide, a última coisa que faltava ao DN era aprofundar o "flirt" com o Governo. Era isto que Pacheco Pereira receava quando criticou a compra da Lusomundo pela PT?
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